Ex-ministros do Meio Ambiente divulgam manifesto com críticas ao governo Bolsonaro

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Os ex-ministros do Meio Ambiente, Rubens Ricupero, Gustavo Krause, José Sarney Filho, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Carlos Minc, Izabella Teixeira e Edson Duarte, se reuniram na manhã desta quarta-feira (8/5) na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, para avaliar a política ambiental brasileira.

Em comunicado conjunto, os ex-ministros alertam que “a governança socioambiental do Brasil está sendo desmontada, em afronta à Constituição”.

O documento, assinado e divulgado pelos ex-ministros, tem três páginas. A seguir o documento na integra.

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“COMUNICADO DOS EX-MINISTROS DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE
São Paulo, 8 de maio de 2019

Em outubro do ano passado, nós, os ex-ministros de Estado do Meio Ambiente, alertamos sobre a importância de o governo eleito não extinguir o Ministério do Meio Ambiente e manter o Brasil no Acordo de Paris. A consolidação e o fortalecimento da governança ambiental e climática, ponderamos, é condição essencial para a inserção internacional do Brasil e para impulsionar o desenvolvimento do país no século 21.

Passados mais de cem dias do novo governo, as iniciativas em curso vão na direção oposta à de nosso alerta, comprometendo a imagem e a credibilidade internacional do país.

Não podemos silenciar diante disso. Muito pelo contrário. Insistimos na necessidade de um diálogo permanente e construtivo.

A governança socioambiental no Brasil está sendo desmontada, em afronta à Constituição.

Estamos assistindo a uma série de ações, sem precedentes, que esvaziam a sua capacidade de formulação e implementação de políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente: entre elas, a perda da Agência Nacional de Águas, a transferência do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura, a extinção da secretaria de mudanças climáticas e, agora, a ameaça de descriação de áreas protegidas, apequenamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente e de extinção do Instituto Chico Mendes. Nas últimas três décadas, a sociedade brasileira foi capaz, através de sucessivos governos, de desenhar um conjunto de leis e instituições aptas a enfrentar os desafios da agenda ambiental brasileira nos vários níveis da Federação.

A decisão de manter a participação brasileira no Acordo de Paris tem a sua credibilidade questionada nacional e internacionalmente pelas manifestações políticas, institucionais e legais adotadas ou apoiadas pelo governo, que reforçam a negação das mudanças climáticas partilhada por figuras-chave da atual administração.

A ausência de diretrizes objetivas sobre o tema não somente tolhe o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil, comprometendo seu papel protagônico exercido globalmente, mas também sinaliza com retrocessos nos esforços praticados de redução de emissões de gases de efeito estufa, nas necessárias ações de adaptação e no não cumprimento da Política Nacional de Mudança do Clima.

Estamos diante de um risco real de aumento descontrolado do desmatamento na Amazônia. Os frequentes sinais contraditórios no combate ao crime ambiental podem transmitir a ideia de que o desmatamento é essencial para o sucesso da agropecuária no Brasil. A ciência e a própria história política recente do país demonstram cabalmente que isso é uma falácia e um erro que custará muito caro a todos nós.

É urgente a continuidade do combate ao crime organizado e à corrupção presentes nas ações do desmatamento ilegal e da ocupação de áreas protegidas e dos mananciais, especialmente nos grandes centros urbanos.

O discurso contra os órgãos de controle ambiental, em especial o Ibama e o ICMBio, e o questionamento aos dados de monitoramento do INPE, cujo sucesso é auto-evidente, soma-se a uma crítica situação orçamentária e de pessoal dos órgãos. Tudo isso reforça na ponta a sensação de impunidade, que é a senha para mais desmatamento e mais violência.

Pela mesma moeda, há que se fortalecer as regras que compõem o ordenamento jurídico ambiental brasileiro, estruturadas em perspectiva sistêmica, a partir da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente de 1981. O Sistema Nacional de Meio Ambiente precisa ser fortalecido especialmente pelo financiamento dos órgãos que o integram.

É grave a perspectiva de afrouxamento do licenciamento ambiental, travestido de “eficiência de gestão”, num país que acaba de passar pelo trauma de Brumadinho. Os setores empresarial e financeiro exigem regras claras, que confiram segurança às suas atividades.

Não é possível, quase sete anos após a mudança do Código Florestal, que seus dispositivos, pactuados pelo Congresso e consolidados pelo Supremo Tribunal Federal, estejam sob ataque quando deveriam estar sendo simplesmente implementados. Sob alegação de “segurança jurídica” apenas para um lado, o do poder econômico, põe-se um país inteiro sob risco de judicialização.

Tampouco podemos deixar de assinalar a nossa preocupação com as políticas relativas às populações indígenas, quilombolas e outros povos tradicionais, iniciada com a retirada da competência da Funai para demarcar terras indígenas. Há que se cumprir os preceitos estabelecidos na Constituição Federal de 1988, reforçados pelos compromissos assumidos pelo Brasil perante a comunidade internacional, há muitas décadas..

O Brasil percorreu um longo caminho para consolidar sua governança ambiental. Tornamo-nos uma liderança global no combate às mudanças climáticas, o maior desafio da humanidade neste século. Também somos um dos países megabiodiversos do planeta, o que nos traz enorme responsabilidade em relação à conservação de todos os nossos biomas. Esta semana a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), considerada o “IPCC da biodiversidade”, divulgou o seu primeiro sumário aos tomadores de decisão, alertando sobre as graves ameaças que pesam sobre a biodiversidade: um milhão de espécies de animais e plantas no mundo estão ameaçadas de extinção.

É urgente que o Brasil reafirme a sua responsabilidade quanto à proteção do meio ambiente e defina rumos concretos que levem à promoção do desenvolvimento sustentável e ao avanço da agenda socioambiental, a partir de ação firme e comprometida dos seus governantes.

Não há desenvolvimento sem a proteção do meio ambiente. E isso se faz com quadros regulatórios robustos e eficientes, com gestão pública de excelência, com a participação da sociedade e com inserção internacional.

Reafirmamos que o Brasil não pode desembarcar do mundo em pleno século 21. Mais do que isso, é preciso evitar que o país desembarque de si próprio.

Rubens Ricupero
Gustavo Krause
José Sarney Filho
José Carlos Carvalho
Marina Silva
Carlos Minc
Izabella Teixeira
Edson Duarte”

AVAMA realiza mutirão permanente de adoção e castração de cães, gatos e coelhos

Avama_1Criado com o objetivo de promover o controle da população de cães, gatos e coelhos, os programas de castração e de adoção de pets da Ação Pró Vida Animal e Meio Ambiente (AVAMA) já castrou, desde 2012, quase 15 mil animais e realizou mais de 4 mil adoções de animais domésticos. Em 2019, a AVAMA iniciará ciclo de palestras grátis em escolas e em outros espaços.

Segundo Jacy Malagoli, ativista e coordenadora da AVAMA, hoje a castração a preço popular é mensal e é realizada em um local pré-determinado. “A divulgação é feita em nossas páginas nas redes sociais e no local da castração. É necessário fazer inscrição e seguir as orientações do pré e do pós operatório. Podem se inscrever pessoas de Osasco e cidades da região”.

“Temos parcerias com clínica veterinária que traz toda sua equipe composta de anestesista e auxiliares. É feita assepsia do local. Tudo muito organizado”, complementa Malagoli.

Avama_2Segundo Jacy, os cães reproduzem de seis em seis meses e os gatos a cada quatro meses. “O responsável pelo animal deve morar no bairro onde será realizado o mutirão de castração, deve ter no mínimo 18 anos, apresentar documento com foto como RG e comprovante de endereço. A AVAMA também faz o monitoramento do animal adotado”.

A AVAMA precisa de doação de ração para gato e cachorro, vermífugo, desinfetante, areia, tapete higiênico entre outros materiais. Também precisa de pessoas que possam fazer o apadrinhamento de castração e apadrinhamento de vacinação.

“Temos uma equipe pequena de voluntários, mas precisamos de mais voluntários e o requisito é gostar de animais”, finalizou Jacy Malagoli. Atualmente, a AVAMA tem mais de 95 mil seguidores no Facebook.

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Jacy Malagoli
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Bacia 6 do PV realiza encontro regional em Barueri para discutir convenções, diretórios municipais e estratégias para 2020

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Dirigentes e militantes do Partido Verde (43) da Bacia 6 se reuniram na manhã deste sábado (27/4), na Câmara Municipal de Barueri, para debater a organização de convenções municipais destinadas à eleição de diretórios e as estratégias da legenda para as eleições de 2020. Também foram abordados temas como cenário político nacional, saúde, educação, meio ambiente e reforma da previdência. O encontro coordenado pelo presidente do PV Osasco e porta-voz do PV regional, Carlos Marx, com apoio do vereador Amorim Neto, contou com a participação de representantes do diretório nacional e estadual, vereadores, juventude verde e pré-candidatos.

Segundo Carlos Marx, além de fortalecer a união dos verdes, o encontro visou a preparação dos diretórios municipais para realizarem suas convenções. “Buscamos novas lideranças, jovens, mulheres, principalmente, pessoas que se identificam com a ideologia verde”.

Presença de dirigentes do PV Osasco e militantes da bacia 6.

Presença de dirigentes do PV Osasco e militantes da bacia 6.

Eduardo Jorge, médico e dirigente nacional e estadual verde, discorreu sobre as mudanças no partido e de tópicos de interesse da sociedade. “O Brasil precisa avançar em muita coisa. A mortalidade infantil é um problema sério de saúde pública, é preciso justiça social. Se quisermos melhorar temos de ter mais democracia e não menos. A nível federal fomos governados nos últimos 30 anos pelo PSDB e PT, que realizaram muitas coisas boas, mas também erraram muito”.

“Sobre meio ambiente, a ciência prova que se não cuidarmos dele não haverá futuro para nossos filhos, netos e bisnetos. Cuidar da Amazônia é cuidar do país e da América do Sul inteira. A reforma da previdência deve ser discutida e pensada pra quem têm uma expectativa de vida de 75 a 80 anos. Temos de pensar a médio e longo prazo no sentido de melhorar o país. O PV é uma novidade na política mundial. O PV trouxe a reflexão da importância em preservar os recursos naturais e cuidar do clima. Sob nossa influência, outros partidos começaram a divulgar a ideia de que é preciso cuidar da vida no planeta. Precisamos mudar hábitos de consumo e de cultura”, disse Eduardo Jorge.

Sobre a condução política local, Eduardo Jorge disse que o município deve ter responsabilidade e liberdade para atuar e ser penalizado pelos eleitores.

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Ricardo Silva, dirigente estadual e coordenador do PV Bacia 7, falou sobre a organização das comissões municipais, participação dos militantes e filiados na vida política. “Precisamos de autonomia e de novas lideranças assumindo compromissos com o partido”.

Ricardo citou alguns erros e acertos do PV na última eleição. “É preciso ver que mudou o jeito de fazer política. Temos de utilizar novas ferramentas para chegar nas pessoas. Queremos cada vez mais democracia interna, mais mulheres na vida política e na sociedade em geral. Precisamos abrir as portas do nosso partido para as pessoas. Vamos trabalhar e montar o partido com diretórios municipais responsáveis e pensar em projetos coletivos nas bacias. Projetos construídos regionalmente fortalecem o partido”.

Segundo Ricardo, uma das estratégias dos verdes deve ser conquistar a simpatia e o apoio da juventude, investindo no diálogo com os jovens de forma direta e por meio das redes sociais.

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O vereador Paulinho, de Itapevi, atualmente à frente da secretaria de meio ambiente, mostrou seu contentamento com as mudanças no partido. “Sempre cobramos da direção estadual mais autonomia para os municípios e vejo que isso está acontecendo agora. Essa nova forma de agir fará o PV ser um novo partido para nossas cidades e nosso país”.

O vereador Júlio Portela discorreu sobre as mudanças do PV em Itapevi. “Temos uma secretaria nova de meio ambiente e proteção animal. O que ouvimos hoje nos anima a continuar na luta. Em Itapevi chegamos a eleger quatro vereadores verdes, hoje temos um e queremos aumentar de novo nossa representatividade”, resumiu.

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O vereador Neto Amorim, de Barueri, citou algumas ações do PV local, agora sob sua presidência, e colocou o diretório à disposição dos verdes.

Tia Rosa, do PV Osasco, falou da importância da mulher participar, se envolver e, sobretudo a disputar um cargo na política.

Estiveram presentes verdes de Osasco, Jandira, Taboão da Serra, Santana de Parnaíba, Embu Guaçu, Itapevi e Barueri.

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Partido Verde Osasco

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Exposição de fotos em preto e branco retrata cotidiano dos índios do centro oeste do Brasil

Fotos: Raisa Alves

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Ambientalistas e defensores da causa indígena, educadores, ativistas, familiares e crianças prestigiaram a festa de abertura da exposição “Índios: a realidade expressa”, do fotógrafo Walter Sanches, na noite de quinta-feira (18/4) no Espaço Cultural (3º Piso) do Continental Shopping, Jaguaré, São Paulo. Em mais de 40 imagens em preto e branco, a mostra retrata a cultura e o cotidiano dos índios das etnias Karajá, Xerente, Krahò, Tapirapé e Avá-canoeiro, essa última do norte de Goiás.

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A mostra traz três tamanhos de fotos e ainda o painel “Novo mundo?”, com artigo do indigenista Walter Sanches. Na abertura da exposição houve atividade cultural. A poetisa Vera Godoy declamou versos de seu último livro. Emocionado, o instrumentista e compositor Dorgival Nazaro fez a plateia cantar com a música “Amor de Índio”. Rosi Cheque fez uma performance artística (teatro/dança) com os poemas “Silêncio Guerreiro”, de Márcia Wayna Kambeba; e “Dia de Índio”, da poeta osasquense Vera Lúcia Godoy Correia.

Carlos Marx, coordenador da Casaviva, agradeceu a Rodrigo Rufino, gerente de marketing do Continental Shopping, pelo apoio na realização da exposição. Falou da importância da sociedade atuar na defesa da cultura e dos direitos dos índios.

02_SanchesWalter Sanches discorreu sobre seu trabalho de campo com os índios no Mato Grosso, em Goiás e outros estados. “Meu trabalho era voltado para a proteção e defesa dos índios e atuei em várias etnias e tribos”. O fotógrafo foi, por mais de 30 anos, técnico indigenista e chefe de reserva, em Goiás, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

O desmatamento, os problemas de saúde e o avanço das cidades sobre as matas são alguns fatores que levam índios a migrarem para áreas urbanas. Muitos são vitimas de preconceito e discriminação.

No Brasil os índios quase desapareceram em sua totalidade. Hoje, muitos deles “estão dependentes de novos hábitos e sem recursos, passaram a conviver com doenças como malária e tuberculose… Enfrentam o alcoolismo. Mas apesar das enfermidades crônicas, dos massacres e genocídios enfrentados ao longo da história – tudo em nome da expansão rural – sobreviveram e lutam para manter a dignidade restante”, assinalou Sanches.

04_DorgivalPara o fotógrafo, os índios vão vivendo à margem de uma sociedade que não é a deles. “Teoricamente sobraram-lhes as terras indígenas quase nunca homologadas, onde fazendeiros do entorno criam rebanhos e empreiteiros abrem estradas e fazem investimentos sem indenizações justas e de direito, já que são terras da União. E os lucros cabem unicamente aos investidores. A arte plumária, a pintura corporal e o artesanato utilitário ainda hoje visíveis em algumas etnias – muito mais em fotos do que na realidade – servem de bálsamo para a cultura colonialista e suas instituições tutelares que, das metrópoles urbanas, arvoram-se a buscar soluções à luz da tecnocracia”.

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“Gostei muito das fotos e das apresentações de música, dança e poesia. Sempre é bom conhecer um pouco mais da história dos índios porque eles são parte importante na história do nosso país. Temos que diminuir os preconceitos sobre eles”, comentou a farmacêutica e escritora Maria do Carmo Okada.

“Não podemos ignorar os direitos básicos e fundamentais dos índios. Parabéns aos organizadores pela atividade. Parabéns a Casaviva por levar alegria, cultura e conhecimento para as pessoas. As fotos da exposição conversam com a gente”, disse Rosanilda Silva, empresária do transporte escolar em Osasco.

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Em São Paulo há três reservas indígenas localizadas nos municípios de Avaí, Braúna e Arco Íris. Sob curadoria da Casaviva – cultural e ambiental Osasco e apoio do Continental Shopping, a exposição “Índios: A realidade expressa’ pode ser visitada gratuitamente até o dia 28 de abril, das 10h às 22h, no 3º Piso do Continental Shopping. Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – bairro do Jaguaré, na divisa com Osasco.

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Walter Sanches mostra a vida de índios Karajá e Avá-canoeiro em exposição de fotos no Continental Shopping

Walter Sanches

Walter Sanches

Fotografias e textos relatando a vida dos índios do norte de Goiás, especialmente os Karajá e Avá-canoeiro são algumas das atrações da exposição “Índios: a realidade expressa”, do fotógrafo Walter Sanches, que durante 32 anos foi técnico indigenista e chefe de reserva, em Goiás, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

A mostra tem a curadoria da Casaviva – cultural e ambiental Osasco, conta com apoio do Continental Shopping e pode ser visitada de 16 a 28 de abril, das 10h às 22h, no Espaço Cultural (3º Piso). Entrada franca. Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – Jaguaré.

No dia 16 de abril (terça-feira), às 20 horas, haverá evento de abertura com a presença de representantes indígenas locais, educadores e interessados no tema. Na abertura haverá apresentação musical e performance artística mesclando teatro e poesias sobre o índio.

Segundo Carlos Marx, ambientalista e coordenador da Casaviva, no acervo da exposição há imagens da rotina do dia-a-dia dos índios, cenas individuais e em grupo, em espaços abertos e fechados, dentre outros.

“As imagens são impactantes e lindas ao mesmo tempo. A ideia do empreendimento é trazer a vida dessas pessoas para mais perto dos nossos clientes, reforçando a riqueza e importância cultural do nosso país” comenta Rodrigo Rufino gerente de marketing do Continental Shopping.
SOBRE WALTER SANCHES

O fotógrafo Walter Sanches trabalhou por 32 anos na FUNAI e vivenciou de perto o sofrimento e a luta dos índios por suas terras e para manter suas culturas e tradições. O indigenista trabalhou com os índios Kraô, Karajá, Tapirapé, Apinajé, Parakanan, Avá-canoeiro.

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Em 1972, trabalhou com o sertanista Cláudio Villas Boas, um dos famosos irmãos, na frente de atração dos índios Kreen-a-Karore, na Serra do Cachimbo, norte de Mato Grosso. Foi nessa época que Sanches começou a fotografar e, em setembro deste ano, traumatizado com os problemas ocorridos com as tribos contatadas pela FUNAI, especialmente os Kreen-a-karore, pediu demissão.

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Em 1973, Sanches cursou fotografia em Belo Horizonte e São Paulo. Em 1974, tornou-se repórter fotográfico e foi trabalhar para a imprensa, ora em São Paulo, ora em Recife, até 1985 quando Apoena Meireles o chamou de volta para a FUNAI. Novamente, foi para a Ilha do Bananal, voltando a ser chefe de uma aldeia Karajá, onde estava programada a construção da estrada Transaraguaia, e os problemas pipocavam. Lá permaneceu por cinco anos e após esse tempo foi enviado para a Serra da Mesa, em Minaçu, Goiás, onde Furnas estava construindo uma grande represa em terra indígena e precisava de um técnico indigenista para acompanhar os índios Avá-canoeiro. Ficou com esse grupo indígena até 2013, quando se aposentou.

Hoje, Walter Sanches reside em Nova Friburgo/RJ, onde nasceu em 1943 e atualmente mantém seu enorme arquivo fotográfico com a memória da vida de inúmeros povos originários do Brasil, que lutaram e lutam até hoje para manter a dignidade restante.
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SOBRE OS KARAJÁ

Habitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, os Karajá têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional, o que, no entanto, não os impediu de manter costumes tradicionais do grupo como a língua nativa, as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria, o artesanato em madeira e as pinturas corporais. Até hoje reivindicam seus direitos territoriais, o acesso à saúde, educação bilingüe, entre outros.

SOBRE OS AVÁ-CANOEIRO

Estes sofreram muitos massacres durante a história e, por isso, grande parte da cultura se perdeu. Segundo pesquisadores, existem, hoje, apenas seis índios dessa etnia, que vivem em uma reserva em Minaçu, no norte de Goiás, e corre sério risco de extinção. A Terra Indígena Avá-Canoeiro tem 38 mil hectares de extensão e se localiza entre as cidades de Minaçu e Colinas do Sul, Goiás. Também conhecidos como “Cara Preta”, estes têm sua história conhecida a partir da chegada dos bandeirantes, responsáveis pelo primeiro contato do homem branco. Segundo informações do Instituto Sociambiental (ISA), existem ainda mais dois grupos Avá-Canoeiro que não mantêm contato com a sociedade.

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Casaviva, músicos e ativistas da causa ambiental e animal fazem ato em frente à CPTM em adesão à hora do planeta

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Para conscientizar a população sobre as mudanças climáticas e seu impacto no meio ambiente e na vida das pessoas, a Casaviva – cultural e ambiental, com apoio do diretório do Partido Verde (43) de Osasco promoveu na noite deste sábado (30/3), das 20h30 às 21h30, ação em frente à Estação da CPTM em adesão ao movimento mundial Hora do Planeta. Na programação muita musica com temática ambiental e microfone aberto.

Dentre os participantes Carlos Aparício Clemente, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região; Jacy Malagoli, presidente da Ação Pró Vida Animal e Meio Ambiente (Avama); Altonomista Bezerra (Tonon), líder comunitário da Zona Norte de Osasco. Também, os músicos Sandry Mary e Dorgival Nazaro, Wanderlei Pereira, diretor do Centro de Ação Socioambiental (Ceaso), Carlos Marx, presidente do PV local e Raisa Alves, da Juventude Verde.

Altonomista Bezerra pede mais arborização na cidade.

Altonomista Bezerra pede mais arborização na cidade.

Deixar as luzes apagadas, mesmo por 60 minutos, de monumentos e casas, por exemplo, contribui e muito no combate as mudanças climáticas. Cada pessoa pode contribuir com ações cotidianas, reduzindo o consumo de carne bovina, evitando o uso de canudos, copos e pratos descartáveis.

Ainda, diminuindo o uso de carros (fazer pequenos trechos a pé), não desperdiçar alimentos, desligar a luz ao deixar um ambiente, consumo consciente (de roupas, sapatos, etc.), redução do lixo e, sobretudo, reduzir o consumo e desperdício de água.

Em sua fala, o ambientalista Carlos Marx discorreu sobre os objetivos do movimento Hora do Planeta.

“Cada cidadã e cidadão pode, no dia-a-dia, contribuir para proteger o meio ambiente, reduzindo o consumo de energia elétrica e tantas outras iniciativas que podem ser realizadas em casa, no local de trabalho, nos espaços públicos”, resumiu Marx.

Carlos Marx explica objetivos do movimento mundial.

Carlos Marx explica objetivos do movimento mundial.

O sindicalista Carlos Clemente destacou que os trabalhadores também estão preocupados com a preservação ambiental nos locais de trabalho, que ganha cada vez mais destaque nas pautas de reivindicações. Segundo ele, os sindicatos e as demais organizações populares consideram importante a luta dos ambientalistas.

Sindicalista Clemente.

Sindicalista Clemente.

“Ninguém mais admite o crescimento econômico à qualquer custo. A proteção do ambiente, da saúde e da segurança no trabalho, têm que caminhar junto”, disse Clemente.

Músicos Sandry Mary e Dorgival Nazaro animam ato com canções ambientais.

Músicos Sandry Mary e Dorgival Nazaro animam ato com canções ambientais.

O verde e líder comunitário Altonomista Bezerra ressaltou a responsabilidade que cada pessoa deve ter com a proteção da natureza. “Temos que fazer nossa parte, não jogando lixo nas ruas, separando os materiais recicláveis, reduzindo o consumo de objetos produzidos com plástico. E para combater a poluição do ar, Osasco precisa de mais árvores nas ruas e praças”.

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Militantes e ativistas também falaram aos usuários da CPTM, que ouviam as mensagens e as músicas, Várias pessoas fizeram fotos para postar nas redes sociais, manifestando apoio à atividade realizada pela Casaviva cultural e ambiental Osasco, com a presença de militantes do PV Osasco.

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PV Osasco convida para filiação partidária

Campanha_PV_2019Preparando-se para as Eleições Municipais de 2020, o diretório do Partido Verde (43) de Osasco convida jovens a partir dos 16 anos e adultos sem limite de idade, homens e mulheres, de todos os segmentos sociais, para filiarem-se a legenda de modo a estarem aptos a disputar o cargo de vereador no próximo pleito. A finalidade desse chamamento à filiação partidária é aumentar o número de filiados de modo a ampliar a “Família Verde, a família 43 para uma cidade e um país melhor para todos”.

Segundo Carlos Marx, presidente do PV Osasco e porta-voz da legenda na Bacia 6 (13 cidades da região Oeste), há uma necessidade de trazer pessoas com novos olhares e novos projetos para a melhoria de vida das pessoas e do meio ambiente. O PV pretende, ainda, ampliar em 50% o número de mulheres filiadas e dispostas a concorrerem nas eleições do ano que vem.

O presidente reforça que o Partido Verde é visto com bons olhos pela população por defender causas importantes para a sociedade como o fortalecimento dos movimentos sociais e ambientais e realização das suas propostas, sobretudo, a defesa dos princípios democráticos e pluralistas. “Filiar-se é fundamental para quem desejar se candidatar. Porém, vamos filiar todas as pessoas que queiram militar em nossas causas”, finaliza Carlos Marx.

Para efetuar a filiação é necessário ter em mãos o título eleitoral e o RG, preencher ficha de filiação e assinar. Depois, os filiados serão convidados a participar de reuniões e de capacitações sobre o programa partidário, o papel do militante, do vereador, do prefeito, etc.

O Partido Verde é uma opção especial para as próximas eleições em todo o País. Os diretórios municipais têm se esforçado no planejamento de ações de modo a dobrar o número de prefeitos e de vereadores.

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