Casaviva recebe amigos e convidados em lançamento de livro sobre o sindicalista José Ibrahim

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Educadores, artistas, familiares e amigos prestigiaram o lançamento do livro “José Ibrahim – o líder da primeira grande greve que afrontou a ditadura” neste sábado (28/4), na Casaviva – espaço cultural e ambiental, localizada na Avenida Maria Campos, 252, centro, Osasco. Gabriel Ibrahim, filho caçula do sindicalista, também marcou presença.

Após as boas vindas, o coordenador da Casaviva, Carlos Marx, resumiu sua relação com a produção cultural, falou dos espaços culturais Barracão e Sentinela, bem como sua história pessoal, sindical e partidária com Ibrahim.

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Em seguida, a jornalista Mazé Chotil falou da ideia de escrever o livro a partir de pesquisas, conversas e reflexões, assim como do insight de escrever sobre o trabalhador exilado.

“Meu desejo é registrar a história e falar para os jovens de hoje a importância do primeiro 1º de Maio depois de implementada a reforma da legislação trabalhista, defesa dos direitos sociais e da democracia”, disse Chotil.

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Gabriel, filho de Ibrahim, recordou um pouco a infância e a convivência com o pai. “O livro conta também um pouco da história de nossa família, de meu pai que era um homem de muitos amigos. O livro conta, sobretudo, a história de Osasco”.

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A autora também respondeu perguntas dos convidados. No geral, os participantes gostaram da atividade que pontuou a importância da militância e força da classe trabalhadora e sindicais. Muitos saíram animados com carinhoso autógrafo recebido.

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José Ibrahim filiou-se ao Partido Verde de Osasco, em 2005, e ali permaneceu até sua morte. O sindicalista disputou pelo PV eleição para deputado federal. Ibrahim morreu, aos 66 anos, no dia 2 de maio de 2013. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, período em que comandou o episódio que ficou conhecido como Greve de 68, quando os trabalhadores da cidade paralisaram as atividades e promoveram o primeiro protesto contra a ditadura militar no Brasil.

Preso e torturado, o sindicalista uniu-se posteriormente ao grupo de 15 presos políticos trocados pelo embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick.

A autora é doutora em ciências da informação pela Universidade de Paris VIII e seu pós-doutorado foi sobre o exílio de trabalhadores brasileiros durante a ditadura.

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