Monthly Archives: abril 2019

Bacia 6 do PV realiza encontro regional em Barueri para discutir convenções, diretórios municipais e estratégias para 2020

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Dirigentes e militantes do Partido Verde (43) da Bacia 6 se reuniram na manhã deste sábado (27/4), na Câmara Municipal de Barueri, para debater a organização de convenções municipais destinadas à eleição de diretórios e as estratégias da legenda para as eleições de 2020. Também foram abordados temas como cenário político nacional, saúde, educação, meio ambiente e reforma da previdência. O encontro coordenado pelo presidente do PV Osasco e porta-voz do PV regional, Carlos Marx, com apoio do vereador Amorim Neto, contou com a participação de representantes do diretório nacional e estadual, vereadores, juventude verde e pré-candidatos.

Segundo Carlos Marx, além de fortalecer a união dos verdes, o encontro visou a preparação dos diretórios municipais para realizarem suas convenções. “Buscamos novas lideranças, jovens, mulheres, principalmente, pessoas que se identificam com a ideologia verde”.

Presença de dirigentes do PV Osasco e militantes da bacia 6.

Presença de dirigentes do PV Osasco e militantes da bacia 6.

Eduardo Jorge, médico e dirigente nacional e estadual verde, discorreu sobre as mudanças no partido e de tópicos de interesse da sociedade. “O Brasil precisa avançar em muita coisa. A mortalidade infantil é um problema sério de saúde pública, é preciso justiça social. Se quisermos melhorar temos de ter mais democracia e não menos. A nível federal fomos governados nos últimos 30 anos pelo PSDB e PT, que realizaram muitas coisas boas, mas também erraram muito”.

“Sobre meio ambiente, a ciência prova que se não cuidarmos dele não haverá futuro para nossos filhos, netos e bisnetos. Cuidar da Amazônia é cuidar do país e da América do Sul inteira. A reforma da previdência deve ser discutida e pensada pra quem têm uma expectativa de vida de 75 a 80 anos. Temos de pensar a médio e longo prazo no sentido de melhorar o país. O PV é uma novidade na política mundial. O PV trouxe a reflexão da importância em preservar os recursos naturais e cuidar do clima. Sob nossa influência, outros partidos começaram a divulgar a ideia de que é preciso cuidar da vida no planeta. Precisamos mudar hábitos de consumo e de cultura”, disse Eduardo Jorge.

Sobre a condução política local, Eduardo Jorge disse que o município deve ter responsabilidade e liberdade para atuar e ser penalizado pelos eleitores.

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Ricardo Silva, dirigente estadual e coordenador do PV Bacia 7, falou sobre a organização das comissões municipais, participação dos militantes e filiados na vida política. “Precisamos de autonomia e de novas lideranças assumindo compromissos com o partido”.

Ricardo citou alguns erros e acertos do PV na última eleição. “É preciso ver que mudou o jeito de fazer política. Temos de utilizar novas ferramentas para chegar nas pessoas. Queremos cada vez mais democracia interna, mais mulheres na vida política e na sociedade em geral. Precisamos abrir as portas do nosso partido para as pessoas. Vamos trabalhar e montar o partido com diretórios municipais responsáveis e pensar em projetos coletivos nas bacias. Projetos construídos regionalmente fortalecem o partido”.

Segundo Ricardo, uma das estratégias dos verdes deve ser conquistar a simpatia e o apoio da juventude, investindo no diálogo com os jovens de forma direta e por meio das redes sociais.

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O vereador Paulinho, de Itapevi, atualmente à frente da secretaria de meio ambiente, mostrou seu contentamento com as mudanças no partido. “Sempre cobramos da direção estadual mais autonomia para os municípios e vejo que isso está acontecendo agora. Essa nova forma de agir fará o PV ser um novo partido para nossas cidades e nosso país”.

O vereador Júlio Portela discorreu sobre as mudanças do PV em Itapevi. “Temos uma secretaria nova de meio ambiente e proteção animal. O que ouvimos hoje nos anima a continuar na luta. Em Itapevi chegamos a eleger quatro vereadores verdes, hoje temos um e queremos aumentar de novo nossa representatividade”, resumiu.

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O vereador Neto Amorim, de Barueri, citou algumas ações do PV local, agora sob sua presidência, e colocou o diretório à disposição dos verdes.

Tia Rosa, do PV Osasco, falou da importância da mulher participar, se envolver e, sobretudo a disputar um cargo na política.

Estiveram presentes verdes de Osasco, Jandira, Taboão da Serra, Santana de Parnaíba, Embu Guaçu, Itapevi e Barueri.

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Partido Verde Osasco

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Exposição de fotos em preto e branco retrata cotidiano dos índios do centro oeste do Brasil

Fotos: Raisa Alves

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Ambientalistas e defensores da causa indígena, educadores, ativistas, familiares e crianças prestigiaram a festa de abertura da exposição “Índios: a realidade expressa”, do fotógrafo Walter Sanches, na noite de quinta-feira (18/4) no Espaço Cultural (3º Piso) do Continental Shopping, Jaguaré, São Paulo. Em mais de 40 imagens em preto e branco, a mostra retrata a cultura e o cotidiano dos índios das etnias Karajá, Xerente, Krahò, Tapirapé e Avá-canoeiro, essa última do norte de Goiás.

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A mostra traz três tamanhos de fotos e ainda o painel “Novo mundo?”, com artigo do indigenista Walter Sanches. Na abertura da exposição houve atividade cultural. A poetisa Vera Godoy declamou versos de seu último livro. Emocionado, o instrumentista e compositor Dorgival Nazaro fez a plateia cantar com a música “Amor de Índio”. Rosi Cheque fez uma performance artística (teatro/dança) com os poemas “Silêncio Guerreiro”, de Márcia Wayna Kambeba; e “Dia de Índio”, da poeta osasquense Vera Lúcia Godoy Correia.

Carlos Marx, coordenador da Casaviva, agradeceu a Rodrigo Rufino, gerente de marketing do Continental Shopping, pelo apoio na realização da exposição. Falou da importância da sociedade atuar na defesa da cultura e dos direitos dos índios.

02_SanchesWalter Sanches discorreu sobre seu trabalho de campo com os índios no Mato Grosso, em Goiás e outros estados. “Meu trabalho era voltado para a proteção e defesa dos índios e atuei em várias etnias e tribos”. O fotógrafo foi, por mais de 30 anos, técnico indigenista e chefe de reserva, em Goiás, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

O desmatamento, os problemas de saúde e o avanço das cidades sobre as matas são alguns fatores que levam índios a migrarem para áreas urbanas. Muitos são vitimas de preconceito e discriminação.

No Brasil os índios quase desapareceram em sua totalidade. Hoje, muitos deles “estão dependentes de novos hábitos e sem recursos, passaram a conviver com doenças como malária e tuberculose… Enfrentam o alcoolismo. Mas apesar das enfermidades crônicas, dos massacres e genocídios enfrentados ao longo da história – tudo em nome da expansão rural – sobreviveram e lutam para manter a dignidade restante”, assinalou Sanches.

04_DorgivalPara o fotógrafo, os índios vão vivendo à margem de uma sociedade que não é a deles. “Teoricamente sobraram-lhes as terras indígenas quase nunca homologadas, onde fazendeiros do entorno criam rebanhos e empreiteiros abrem estradas e fazem investimentos sem indenizações justas e de direito, já que são terras da União. E os lucros cabem unicamente aos investidores. A arte plumária, a pintura corporal e o artesanato utilitário ainda hoje visíveis em algumas etnias – muito mais em fotos do que na realidade – servem de bálsamo para a cultura colonialista e suas instituições tutelares que, das metrópoles urbanas, arvoram-se a buscar soluções à luz da tecnocracia”.

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“Gostei muito das fotos e das apresentações de música, dança e poesia. Sempre é bom conhecer um pouco mais da história dos índios porque eles são parte importante na história do nosso país. Temos que diminuir os preconceitos sobre eles”, comentou a farmacêutica e escritora Maria do Carmo Okada.

“Não podemos ignorar os direitos básicos e fundamentais dos índios. Parabéns aos organizadores pela atividade. Parabéns a Casaviva por levar alegria, cultura e conhecimento para as pessoas. As fotos da exposição conversam com a gente”, disse Rosanilda Silva, empresária do transporte escolar em Osasco.

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Em São Paulo há três reservas indígenas localizadas nos municípios de Avaí, Braúna e Arco Íris. Sob curadoria da Casaviva – cultural e ambiental Osasco e apoio do Continental Shopping, a exposição “Índios: A realidade expressa’ pode ser visitada gratuitamente até o dia 28 de abril, das 10h às 22h, no 3º Piso do Continental Shopping. Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – bairro do Jaguaré, na divisa com Osasco.

SAIBA MAIS

(11) 99652-8199 / casavivaosascosp@gmail.com
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https://casavivaosasco.wordpress.com

 

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Walter Sanches mostra a vida de índios Karajá e Avá-canoeiro em exposição de fotos no Continental Shopping

Walter Sanches

Walter Sanches

Fotografias e textos relatando a vida dos índios do norte de Goiás, especialmente os Karajá e Avá-canoeiro são algumas das atrações da exposição “Índios: a realidade expressa”, do fotógrafo Walter Sanches, que durante 32 anos foi técnico indigenista e chefe de reserva, em Goiás, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

A mostra tem a curadoria da Casaviva – cultural e ambiental Osasco, conta com apoio do Continental Shopping e pode ser visitada de 16 a 28 de abril, das 10h às 22h, no Espaço Cultural (3º Piso). Entrada franca. Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – Jaguaré.

No dia 16 de abril (terça-feira), às 20 horas, haverá evento de abertura com a presença de representantes indígenas locais, educadores e interessados no tema. Na abertura haverá apresentação musical e performance artística mesclando teatro e poesias sobre o índio.

Segundo Carlos Marx, ambientalista e coordenador da Casaviva, no acervo da exposição há imagens da rotina do dia-a-dia dos índios, cenas individuais e em grupo, em espaços abertos e fechados, dentre outros.

“As imagens são impactantes e lindas ao mesmo tempo. A ideia do empreendimento é trazer a vida dessas pessoas para mais perto dos nossos clientes, reforçando a riqueza e importância cultural do nosso país” comenta Rodrigo Rufino gerente de marketing do Continental Shopping.
SOBRE WALTER SANCHES

O fotógrafo Walter Sanches trabalhou por 32 anos na FUNAI e vivenciou de perto o sofrimento e a luta dos índios por suas terras e para manter suas culturas e tradições. O indigenista trabalhou com os índios Kraô, Karajá, Tapirapé, Apinajé, Parakanan, Avá-canoeiro.

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Em 1972, trabalhou com o sertanista Cláudio Villas Boas, um dos famosos irmãos, na frente de atração dos índios Kreen-a-Karore, na Serra do Cachimbo, norte de Mato Grosso. Foi nessa época que Sanches começou a fotografar e, em setembro deste ano, traumatizado com os problemas ocorridos com as tribos contatadas pela FUNAI, especialmente os Kreen-a-karore, pediu demissão.

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Em 1973, Sanches cursou fotografia em Belo Horizonte e São Paulo. Em 1974, tornou-se repórter fotográfico e foi trabalhar para a imprensa, ora em São Paulo, ora em Recife, até 1985 quando Apoena Meireles o chamou de volta para a FUNAI. Novamente, foi para a Ilha do Bananal, voltando a ser chefe de uma aldeia Karajá, onde estava programada a construção da estrada Transaraguaia, e os problemas pipocavam. Lá permaneceu por cinco anos e após esse tempo foi enviado para a Serra da Mesa, em Minaçu, Goiás, onde Furnas estava construindo uma grande represa em terra indígena e precisava de um técnico indigenista para acompanhar os índios Avá-canoeiro. Ficou com esse grupo indígena até 2013, quando se aposentou.

Hoje, Walter Sanches reside em Nova Friburgo/RJ, onde nasceu em 1943 e atualmente mantém seu enorme arquivo fotográfico com a memória da vida de inúmeros povos originários do Brasil, que lutaram e lutam até hoje para manter a dignidade restante.
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SOBRE OS KARAJÁ

Habitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, os Karajá têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional, o que, no entanto, não os impediu de manter costumes tradicionais do grupo como a língua nativa, as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria, o artesanato em madeira e as pinturas corporais. Até hoje reivindicam seus direitos territoriais, o acesso à saúde, educação bilingüe, entre outros.

SOBRE OS AVÁ-CANOEIRO

Estes sofreram muitos massacres durante a história e, por isso, grande parte da cultura se perdeu. Segundo pesquisadores, existem, hoje, apenas seis índios dessa etnia, que vivem em uma reserva em Minaçu, no norte de Goiás, e corre sério risco de extinção. A Terra Indígena Avá-Canoeiro tem 38 mil hectares de extensão e se localiza entre as cidades de Minaçu e Colinas do Sul, Goiás. Também conhecidos como “Cara Preta”, estes têm sua história conhecida a partir da chegada dos bandeirantes, responsáveis pelo primeiro contato do homem branco. Segundo informações do Instituto Sociambiental (ISA), existem ainda mais dois grupos Avá-Canoeiro que não mantêm contato com a sociedade.

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